Não se pode matar o que já está morto
Por Newton Rocha
Necropia está de volta! Nos últimos tempos, voltando a jogar e a escrever sobre RPG com mais frequência, resolvi retomar o meu projeto mais antigo e carinhoso, o Mundo de Necropia. Criado no final dos anos 90 para o Sistema Daemon, Necropia era apenas o meu mundo de campanha para os meus jogadores, um mundo com uma premissa básica, ser tão dark quanto Ravenloft e tão pauleira em termos de sobrevivência quanto Dark Sun.
Assim vou publicar aqui no Inominattus e também no NitroDungeon a crônica “Almas Torturadas”, para reativar o cenário;
Necropia ficou conhecida durante o auge da era d20, quando conseguimos até lançar uma aventura na saudosa D20 Saga, a “Invasão de Necropia”. Porém, após esse tempo, Necropia voltou para as sombras enquanto minha tese de Mestrado em Literatura Inglesa (Ficção Científica , é claro!) sugava toda a minha energia vital. Após a tese, uma série de outros projetos tomaram a minha atenção e Necropia ficou nas catacumbas da minha mente doentia. Mas como aquilo que não está vivo não pode morrer, Necropia está voltando a ativa novamente.
Necropia, o mundo onde se passa Almas Torturadas, foi criado inicialmente como um cenário de RPG de fantasia gótica e terror. Eu sempre gostei muito do gênero de terror quando aplicado na fantasia e comecei a jogar RPG em Ravenloft (lá pelos idos de 1989), um cenário de terror e fantasia gótica da antiga TSR. Mas sempre achei que o terror contemporâneo de um Clive Barker, Stephen King, Lovecraft, etc. não estava bem representado no RPG de Fantasia.

Arte por Julio Ferreira
Eu queria um cenário que fosse hardcore em termos de terror, que fosse violento e divertido, sem enrolação. Assim surgiu Necropia, uma mistura de Hellraiser, Berserk (o anime) e tudo o mais do terror contemporâneo com todos os temas do gênero da fantasia. Além disso, eu coloquei em Necropia um toque de sobrevivência (como o antigo cenário Dark Sun, ou a série de filmes dos Planetas dos Macacos). Seria um mundo onde os vivos eram perseguidos pelos mortos, usados como escravos ou até mesmo como comida.
“Almas Torturadas” surgiu da minha vontade de ver o mundo “por dentro”, ou seja, pelos olhos dos seus habitantes. É uma história diferente, bizarra dentro de um mundo de fantasia trágico. Seus personagens principais, Sir Deiphobus, o calvaleiro Matadeus, Sati a jovem bárbara, Verótika, Vespa da Noite, Kasparov, entre outros; vivem e agem de acordo como seu mundo é organizado. Eles vivem e sobrevivem dentro de uma sociedade muito diferente da nossa.

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“Berserk (o anime)”
Então leia o mangá. Vai ter MUITO mais inspiração pra você lá. Estou considerando que você não o conheça, então me desculpe se estou apenas me repetindo para você, mas o anime retrata um arco do mangá conhecido como “Era de Ouro”, ou seja, dalí pra frente é só ribanceira a baixo…
Agora, uma outra observação: Verótika. É melhor que você esteja preparado para piadas. >=D
Eu acompanho o mangá Berserk também, mais pela internet para ficar em cima do que está saindo no Japão. É bom demais!
Valeu pelo comentário!
o Aiken tem razão, o mangá do berserk é muito mais tenso que o anime.
em todo caso, irei acompanhar estes artigos, não cheguei a ler o cenário para o sistema daemon, mas estou a procura de algo mais sinistro pra mestrar vez por outra entre minhas aventuras de D&D 4. Sistema de regras já sei qual usar: SIFRPG, mas ainda falta um cenário, q não conheço direito o cenário do ASOIF, por isso, não quero usá-lo por enquanto.
Pelo que a gente tava falando hoje, Putah (é isso mesmo? XD) o Nitro vai reapresentar o Necropia pra Daemon e vamos adaptar ele pro 3D&T Alpha. Taaalvez acabe aparecendo 4D&D na parada também, já que o autor tá usando o sistema atualmente =)
Quando veremos as regras do Necrobol? (é assim que se escreve?)
[Ameaça]
Fiquem avisados que provavelmente eu vou roubar tudo e adaptar para o RPGQuest.
Estão avisados!!!
[/ameaça]